Parte IV: Primeira Morte
Na vida, há mortes que precedem a morte.
Flora sai do hospital — curada, para todos os efeitos. Mas os pulsos marcados ainda doem sob as mangas compridas, o corpo frágil mal sustenta o peso da bolsa e o rosto falha em conter as trevas que habitam em sua mente. O caminho de volta para casa é longo, e o que sobrou do lar talvez nem valha a pena. Lá, esperam, um pai que machuca com a mesma impassibilidade com que protege e uma irmã que aguarda imóvel — sempre imóvel.
Flora sabe que não chegou ao hospital sozinha — uma miríade de mãos a empurrou para a ruína —, mas sai de lá mais solitária que nunca; porque ninguém fica para assistir ao desfecho dos estragos que causou. Entre diários amarelados, flores de hastes tortas e uma parreira que cresce alheia a qualquer limite, Flora tenta recomeçar. Tenta.
Um realismo nu e implacável sobre culpa herdada, traições domésticas e o preço de querer florescer em terra envenenada — onde a primeira morte nunca é a última.
| Número de páginas | 80 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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