Antonio Archangelo é escritor, poeta, pesquisador, professor, jornalista e compositor brasileiro. Sua produção transita entre literatura, educação, comunicação, música e pesquisa acadêmica, tendo como eixo recorrente a experiência humana, suas contradições e as relações entre linguagem, memória, poder, identidade e existência.
Sua trajetória literária começou ainda na escola, no final da década de 1990, quando passou a escrever e experimentar formas de circulação da poesia. Desde então, construiu uma produção marcada pela inquietação estética e pela recusa de fronteiras rígidas entre poesia, ensaio, narrativa, música e outras linguagens.
É autor de obras como *Homeomerias: Poesias Nonsense* e *Nheengatu: Poesias Nonsense*, ambas lançadas em 2019, e mantém desde 2008 o projeto Poesias Nonsense, espaço de publicação e experimentação poética que ultrapassou a marca de 100 mil visualizações. Sua produção contemporânea também inclui projetos como *Sangue Rubro, Alma Preta*, *Cárcere: Versos Pantaneiros*, *Palácios Cinzas* e outros trabalhos literários em diferentes estágios de publicação.
Na música, assina trabalhos como Boo Sullivan e desenvolve projetos que atravessam blues, rock, música eletrônica e experimentações com tecnologias digitais, mantendo a composição, os arranjos e a concepção artística como extensões de sua escrita.
Antonio é doutor em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), mestre em Gestão da Clínica pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e possui formação multidisciplinar nas áreas de educação, comunicação, gestão pública e Direito. Sua pesquisa investiga educação, produção de discursos, cuidado de si, autoria, relações de poder e processos de escolarização, com especial atenção à autoetnografia crítica.
É criador da Rede Camões de Jornais Escolares e do Método Camões®, experiências que articulam educação, comunicação, multiletramentos e autoria estudantil. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou também na docência, pesquisa, gestão pública, consultoria, formação de professores, comunicação institucional e desenvolvimento de projetos educacionais.
Entre o texto acadêmico e o poema, a sala de aula e o palco, o arquivo e a memória, sua produção parte de uma mesma inquietação: compreender como nos tornamos aquilo que somos — e de que maneira a linguagem pode também nos permitir inventar outras formas de existir.
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