Em Antifábulas, Samuel Santos constrói um conjunto de contos que tensiona os limites entre realidade e imaginação, razão e delírio, autoria e destino. Ambientadas, em grande parte, na fictícia Porto Matronal, as narrativas exploram personagens comuns confrontados por acontecimentos que desafiam a lógica cotidiana — sonhos que produzem obras reais, encontros com versões de si mesmos e heranças que parecem atravessar o tempo.
Cada conto funciona como uma espécie de experimento narrativo: em “Canção para depois”, um jovem músico alcança o sucesso a partir de uma composição surgida em sonho, apenas para descobrir que ela pode não ser inteiramente sua; em “Outro eu”, um professor-escritor se depara com um duplo que parece antecipar — ou usurpar — sua própria existência; já em “O jogo no outro lado”, a ascensão social e o refinamento escondem camadas de estranhamento e deslocamento identitário.
Reunindo elementos do fantástico, da metaficção e da crítica à própria criação literária, Antifábulas propõe uma inversão das narrativas tradicionais: aqui, não há moral clara, nem estabilidade de sentido. O que resta ao leitor é o desconforto produtivo de habitar histórias em que a realidade se revela frágil — e a ficção, perigosamente concreta.
| ISBN | 9786502056257 |
| Número de páginas | 132 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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