Este livro não tenta explicar o borogodó. Só mostra onde ele estava: no jeito de dobrar o papel do pão, na pipa vermelha subindo no céu laranja, no gosto do miolo roubado no caminho, na chuva lavando a rua. Nas pequenas coisas que, somadas, viravam infância inteira. João Carlos cresceu na Mooca num tempo em que a infância acontecia na rua, os amigos apareciam sem avisar e as brincadeiras eram inventadas com o que havia. Carrinho de rolimã descendo ladeira, faroeste no Cine Ouro Verde, cannoli na Di Cunto, sucata virada em dinheiro no ferro velho - tudo tinha aquele tempero indefinível que transformava o banal em mágico.
Estas crônicas falam de algo universal: a essência que faz a vida valer a pena. Aquilo que não cabe em foto, não se compra em loja, não se explica com palavras - mas que todo mundo reconhece quando sente.
Porque borogodó é isso: o algo a mais que você não consegue nomear, mas que se tiram de você, você fica oco.
| Número de páginas | 86 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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