Toda poesia de amor é ridícula, se assemelha a uma edícula, em cujo espaço mínimo mal cabem as palavras sem nexo, que compõem um verso de amor. Mesmo porque o amor é fatídico, as maravilhas de se apaixonar torna os casais em seres boçais, infantilizados, exdrúxulos e possíveis assassinos. O amor é a sensação de posse absoluta sobre o parceiro. Mas o amor, assim como nasce, também morre e na morte do amor, impera a dor, o ciúme doentio. O amor deve ser regado com as nuances do cérebro e jamais do coração. Quem ama com o coração é um bobo da Côrte, imberbe e idiotizado. Ame sem medida, mas ame com o cérebro e jamais invista no amor o coração. Invista a razão, não permita que o amor o ridicularize, não caminhe por este declive, tropeçarás na próxima pedra obstaculando suas veredas, quebrarás a cara de imbecil na parede à frente, caminhe rente. E pense: O amor morre cedo e você cumprirá seu degredo no abismo da paixão.
(Isaac Soares de Souza)
| Número de páginas | 169 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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