Filipe Leclerc tem cinquenta e oito anos. Ele não é um homem amargo e revoltado, isto sim, é um homem triste, de alma solitária. Um homem que amou demais, que perdoou demais, que conseguiu equilibrar o turbilhão mental que assola todos os homens, mesmo tendo sofrido perdas, tristes perdas, mesmo tendo presenciado momentos trágicos e aterradores. Sua grande sorte foi ter sempre ao lado um amigo fidelíssimo, Trevor Blackwell, um americano de coração bondoso, sempre disposto a ajudá-lo nas horas mais turbulentas, nas horas mais desesperadoras da sua vida. Vivendo os dois num país que não os seus, tornaram-se guardião um do outro. Para Filipe, sem seu melhor amigo sua vida teria sido insuportavelmente dolorosa. Trevor se tornou seu irmão mais velho, seu mestre, seu prestimoso conselheiro fiel.
'Filipe entrega-se a momentos de devaneio. Plácido, acomodado na sua confortável poltrona, seu pensamento retorna à sua pátria, a sua bela França, a França dos seus cinco anos, que ele recorda tão bem. França, destroçada pela Segunda Grande Gerra; França, de milhares de mortos e mutilados; França, que apesar de encontrar-se no fundo do poço, soergueu-se das cinzas, tornando-se uma pátria rica, voltando a ser a bela França dos franceses. França; sobrevivendo, soerguendo-se, enriquecendo; França, a bela pátria dos seus pais, Pierre e Henriette, que morreram tragicamente no Brasil."
| Número de páginas | 35 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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