A ILHA NÃO PERDOA. A ILHA NÃO ESQUECE. A ILHA NÃO DEIXA PARTIR.
Um purgatório de belezas naturais onde a areia negra esconde oceanos de ressentimento. Em Ilha Grande Horror, a exuberância tropical é apenas o cenário de um colapso mental absoluto. A ilha não apenas assombra; ela infecta a psique, alimentando-se do ódio forjado por séculos de atrocidades.
Nas entranhas da Mata Atlântica, a terra pulsa com a maldição Tamoia e o lamento dos escravizados que sangraram nos escombros do Lazareto. Os choros abafados de bebês indígenas enterrados vivos ecoam não apenas na floresta, mas dentro da cabeça de quem ousa ouvir. A vila de Dois Rios revela-se um labirinto de paranoia construído sobre a dor do antigo presídio, onde as ilusões do Caldeirão do Diabo distorcem a realidade. O sofrimento secular não evaporou, fermentou nas raízes, exigindo uma reparação que a justiça dos homens jamais alcançou.
É nesse abismo de alucinações que a dupla de peritos criminais Kauã Santos Reis e Raíssa tentam conduzir uma investigação forense sobrenatural. Mas Kauã não é um investigador comum. Carregando em suas veias a ancestralidade indígena e africana, sua linhagem o transforma na ponte viva entre a dor do passado e a violência do presente.
O que começa com a frieza da ciência rapidamente se estilhaça em um terror psicológico sufocante. Com a psique fraturada pelos traumas da ilha, o perito torna-se o receptáculo perfeito para a fúria dos esquecidos. Através de sua carne, o espectro implacável d
| Número de páginas | 366 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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