Dez dias de silêncio. Uma ilha. Um homem forçado a encarar a própria mente sem celular, sem palavras, sem fuga.
Alan Arêas entrega o telefone e todas as desculpas na portaria de um retiro de Vipassana em Ilha Grande. O que encontra não é paz instantânea. É confronto: a dor no joelho que não passa, o sono que vira inimigo, as lembranças de infância que sobem à superfície quando não sobra mais nada para distraí-lo.
Dia após dia, a couraça do ego criativo racha. A técnica do Buda histórico, ensinada por S. N. Goenka, revela que toda reação nasce de uma sensação no corpo, e que a cura verdadeira só chega quando paramos de fugir dela.
Este não é um diário espiritual comum. É uma autópsia lúcida e honesta de onze dias que reescreveram a relação de um escritor com a própria dor. No fim, resta uma única certeza: a ilha que salva nunca foi geográfica. Sempre foi interior.
| Número de páginas | 195 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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