Felipe Augusto guedes é um escritor formado em tecnologia e em Gestão de Pessoas, em suas escritas aborda diferentes temas relacionados à mazelas convulsões sociais, e ciências humanas, comportamento análogos, comportamento anômalos
Em uma ótica politicamente sem direção rumo a o abismo, aqui abordo: o berço de concreto, o sol não quer brilhar,
São Paulo, em Guaianazes, vê a vida sangrar.
A gestante caminha, em dor que se consome,
Dá à luz ao vazio, num parto sem nome.
O cordão que se corta é o laço que vaza,
A criança nasce só, sem rumo, sem casa.
Na periferia, o destino é um sorteio,
O pai é um fantasma que mora no meio.
A família é um elo que a sorte partiu,
O abraço é escasso, o futuro é um fio.
Vizinhos, espectros, de luta e cansaço,
O amor é um tropeço no fundo do espaço.
O vício é a sombra que segue o patrão,
A droga é o preço da indignação.
O álcool derrama a culpa na mesa,
A casa é um palco de triste destreza.
Violência doméstica, o soco, o estampido,
O medo é a voz do silêncio contido.
A mente se quebra em mil psicologias,
A alma se esconde em falsas alegrias.
Analfabetismo, a venda nos olhos,
Plantamos o nada, colhemos os molhos.
Moradias precárias, madeira e tormento,
O teto se entrega pra qualquer vento.
O desemprego é um peso, um estigma,
Viver de auxílio é o maior enigma.
O diploma é um luxo, um brilho distante,
Estudar é um grito que não é vibrante.
A evasão escolar
| Número de páginas | 4 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Espiral |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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