Há coisas que não acontecem no mundo, mas dentro dele.
Obra Infinda reúne dezessete poemas concebidos como fragmentos de uma consciência em permanente estado de ruína, reconstrução e vigília. Não há aqui uma narrativa a ser seguida, mas uma sucessão de estados, imagens e pensamentos que se atravessam como lembranças de um sonho do qual não se recorda o início.
Entre o íntimo e o perturbador, os poemas percorrem a memória, o abandono, o desejo, a identidade, a passagem do tempo e a estranha arquitetura das coisas que permanecem mesmo depois de perdidas.
Cada poema é uma peça deslocada de alguma estrutura maior.
Ou talvez seja justamente essa a estrutura.
Obra Infinda não pretende concluir aquilo que começa. Há feridas que não se fecham em literatura, pensamentos que não encontram sentença final e histórias cuja única forma possível é permanecerem incompletas.
Dezessete fragmentos.
Uma consciência em movimento.
E uma obra que, por definição, não termina.
| Número de páginas | 20 |
| Edición | 1 (2026) |
| Idioma | Portugués |
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