Num lugar esquecido entre o fim de um sonho e o início de outro, existe um espelho que não reflete rostos, mas memórias. Chamam-lhe O Espelho sem Tempo, porque ali os ponteiros dos relógios não giram, as rugas não avançam, e as despedidas não chegam a acontecer.
A história acompanha Lina, uma jovem restauradora de arte que recebe uma carta misteriosa informando-a de que herdou uma antiga casa numa aldeia que não aparece em nenhum mapa. Ao chegar, percebe que todos os habitantes vivem como se estivessem presos a um mesmo dia. As flores nunca murcham, o pão nunca endurece, e as conversas parecem repetir-se com pequenas variações, como se a realidade fosse um disco riscado.
No coração da casa herdada, escondido atrás de uma parede falsa, Lina encontra um espelho antigo, de moldura escura e superfície estranhamente opaca. Quando o toca, não vê o seu reflexo, mas sim momentos da sua própria vida — alguns que já viveu, outros que ainda não aconteceram. O espelho revela-lhe que aquele lugar é uma fenda no tempo, criada há décadas por um relojoeiro que tentou impedir a morte da mulher. Em vez de a salvar, acabou por congelar a aldeia inteira num instante eterno.
À medida que Lina explora o espelho, começa a perceber que também ela tem algo a perder se o tempo voltar a correr. Entre os habitantes está um rapaz que, no mundo real, morreu anos antes — o seu irmão, desaparecido na infância. Na aldeia sem tempo, ele continua vivo, com o sorriso intacto e sem qualquer memória da tragédia.
| Número de páginas | 384 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Offset 80g |
| Idioma | Portugués |
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