Em toda decisão jurídica existe uma distância inevitável entre os fatos ocorridos e aquilo que pode ser efetivamente reconstruído pelo sistema. Provas são incompletas. Memórias falham. Narrativas disputam sentido. Ainda assim, juízes, tribunais e instituições precisam decidir.
Este livro investiga precisamente essa tensão.
Sem transformar o Direito em discurso abstrato ou excessivamente acadêmico, a obra examina os limites da interpretação jurídica, a fragilidade das convicções absolutas e o peso institucional da responsabilidade decisória. Ao longo dos capítulos, questões como dúvida, inferência, coerência narrativa, pressão social, objetividade, erro, prudência e autoridade institucional são analisadas sob perspectiva contemporânea, filosófica e estrutural.
Mais do que discutir normas isoladas, o livro procura compreender como decisões humanas são construídas dentro de ambientes inevitavelmente marcados por incerteza.
Em uma época de julgamentos acelerados, polarização pública e crescente pressão por respostas definitivas, esta obra propõe reflexão mais madura sobre o próprio ato de decidir.
Uma análise profunda sobre prova, limite humano e responsabilidade interpretativa no coração do Direito contemporâneo.
| Número de páginas | 229 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Estucado Mate 90g |
| Idioma | Portugués |
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