Nada começa exatamente quando percebemos. Os acontecimentos já estão em curso, já sofreram deslocamentos, já perderam sua forma inicial quando finalmente ganham nome e consciência. Este romance nasce desse tipo de movimento silencioso, de um desgaste que não se anuncia com estrondo, mas que se instala de maneira contínua, quase imperceptível, até se tornar inevitável.
Heitor e Lídia compartilham uma vida longa em comum. Dividem não apenas o espaço físico, mas a memória, os hábitos, os gestos cotidianos que, ao longo dos anos, se transformam em linguagem íntima. Tudo o que poderia sustentar a ideia de um vínculo sólido está presente. No entanto, algo começa a escapar. Não se trata de um evento isolado, de uma ruptura evidente ou de uma revelação objetiva. O que se insinua entre eles é uma percepção que cresce, se organiza e passa a exigir sentido.
O conflito que atravessa esta narrativa não depende de fatos comprováveis. Ele se alimenta daquilo que poderia ter sido, daquilo que parece coerente dentro de uma lógica interna que não precisa de validação externa. É nesse terreno que o ciúme se transforma em força estruturante, não como impulso descontrolado, mas como construção persistente, capaz de reorganizar a realidade a partir de uma interpretação.
Ao mesmo tempo, a narrativa acompanha a resistência de quem acredita na razão, na contenção e na dignidade de não ceder ao caos.
| ISBN | 9798258498885 |
| Número de páginas | 140 |
| Edición | 1 (2026) |
| Formato | A5 (148x210) |
| Acabado | Tapa blanda (con solapas) |
| Coloración | Blanco y negro |
| Tipo de papel | Ahuesado 80g |
| Idioma | Portugués |
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